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Nem todo mundo que está no topo deve ser respeitado. A sorte, essa danada
escorregadia e trapaceira, costuma sorrir para quem bem entende, sem considerar
competência ou inteligência. Certas pessoas se dão bem, e você sabe que estou
certa porque já se viu muitas vezes olhando para um indivíduo oco e se
perguntando "Como ele conseguiu?" O fato é que nem todos batalham, nem sabem o
que estão fazendo e nem mesmo se dão conta da sorte que tem. Essas pessoas são
aquelas que nunca reconhecem o trabalho alheio, elas sempre diminuem e
subestimam o potencial dos outros pois não tem a mínima idéia de como medi-lo.
São essas pessoas que sempre estão arrotando verdades em forma de sermão quando
você os contesta. Não há maneira de se mostrar valor aos olhos destes, eles
sempre tem um dedo apontado para seu defeito, sua falha, sua teimosia. Não
interessa a eles que esse defeito, falha e teimosia, seja o que o torna
especial, o que o faz se empenhar e dar o sangue por um trabalho mesmo quando
mal remunerado. Para esses donos da sorte e da verdade, não interessa que você
tente mudar as regras para melhor servi-lo, não. Ele quer que as regras sejam
seguidas à risca pois ele as ditou, não interessa que estejam erradas, segui-las
é preciso. O mundo está cheio de pessoas assim, sabe Deus como venceram, mas não
há o que se fazer. Quando mais se luta mais se perde e entregar o jogo é a única
saída. É assim que alguém cheio de energia e vontade de inovar se torna um
contador de minutos. Conta os minutos para o café, para o almoço, para o cigarro
da tarde, para o fim do expediente. Não diga que há saída, não há, a sorte, essa
dama ingrata, está sentada no ombro do ignorante. Conta-se os minutos agora,
todo santo dia, até que se ache um ombro onde a sabedoria esteja empoleirada. A
sabedoria dá chance sem medo, dá asas ao que quer voar e dá espaço para idéias e
novos conceitos. Não há sentido em insistir em jogo que foi arranjado, o melhor
é guardar forças para quando um verdadeiro torneio se apresentar. Sutiã invisível: Já viu o comercial? Você passa uma colinha,
gruda o negocio nos seios e puxa, empurra até ficar parecendo que você colocou
silicone. Perfeito, diz você, todo o milagre sem o sofrimento. Mas você já
pensou na hora H? Está lá, no momento ardente com aquele cara que, uauuu, e
então ele a toca. Estranha um pouco, mas existem tantos sutiãs com enchimento
que ele vai em frente. Lá se vai o top, tomara que caia preto e sexy, para o
chão e ele se vê cara a cara com essa peça plástica presa por um clipe no
centro. Nada de alças, nem fechos nas costas. Ele sorri corajoso, afinal ele é
macho e se pode desabotoar um sutiã clássico com somente dois dedos.... Ele, num
movimento ousado solta o clipe e lá se vão eles. Poim poim oim oim oim....
balançando livres no ar ao peso da gravidade. Com a testa franzida ele ainda
acha que está tudo bem, afinal são peitos, e pequenos ou grandes, homens gostam
deles. Mas e agora? Esse treco fica ai mesmo? Você tenta parecer sedutora com os
peitos originais revelados e avisa "Eles são col..." Ele não entende nada porque
nesse ponto você se tocou no absurdo da situação e perdeu a voz, mas depois de
alguns momentos, depois dele insistir de maneira irritante você confessa "ELES
SÃO COLADOS! C-O-L-A-D-O-S, entendeu?" ok, ele entendeu, você já perdeu um pouco
do clima, mas ele é um homem, e se o que existe entre ele e seus peitos e uma
borracha colada, pode ter certeza que ele irá se arriscar. Vocês voltam para os
abraços e beijos e ele tenta puxar o negocio com gentileza, mas o fato é que seu
peito vem junto. Em pouco tempo estão vocês dois tentando descolar o negocio sem
arrancar sua pele junto. Você já começa a desconfiar que seu irmão menor trocou
a cola por super bonder, ele já começa a pensar o que terá por baixo daquilo,
ele ainda lembra do poim oim oim... Claro que vocês vão chegar lá, homens são
homens e não é um momento como esse que irá estragar uma noite de sexo, mas para
você a noite já era. Tudo que vai lembrar é que seus peitos fizeram poim oim oim
na cara dele e que quando se livrou da borracha maldita, o que sobraram foram
peitos cheios de cola. Mas se alegre, pode se congratular por não ter usado
aquela meia calça com enchimento na retaguarda.
O Rei dos Tolos e a Sorte Cega
Escrito por Andréa C às 23:00:43
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Coisas que eu não entendo
Escrito por Andréa C às 23:58:33
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