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"IRMÃOS REVOLUCIONARIOS! POR MUITO TEMPO FOMOS TRATADOS COMO UMA RAÇA INFERIOR. CHEGOU A HORA DE MOSTRARMOS QUE SOMOS FORTES, SOMOS UNIDOS E MERECEMOS SER OUVIDOS. CHEGA DE CAMINHAR COMO NOS MANDAM, COMER O QUE NOS DÃO E FINGIR QUE ESSA VIDA NOS AGRADA. É HORA DE...." "Jóca! Ô Jóca! O pessoal ainda não chegou, Jóca. É melhor segurar o discurso senão ninguém vai entender nada" "Como ainda não chegaram? Não mandei nosso enviado à toda pressa convocar nossos irmãos?" "Mandou sim, Jóca, mas você sabe como o Pink é. Sempre parando pelo caminho pra tirar um cochiclo." "E NÃO ME CHAME MAIS DE JÓCA! Nome infame. Indigno de uma mente como a minha. De hoje em diante quero que me chamem de Che." "Cher?" "Não, idiota, Che como o Guevara!" "Sim, senhor, Che Jóca. Sim, senhor. Mas mesmo assim acho que num adianta o senhor Che Jóca ficar ai nessa pedra falando pro nada. O melhor é a gente ir comer e dormir. Por uns três dias e depois disso acho que o pessoal começa a chegar." "TRÊS DIAS? COMO ESPERA QUE SE FAÇA UMA REVOLUÇÃO QUANDO SE TEM QUE ESPERAR! TRÊS DIAS! E É SÓ CHE. SEU BICHO BURRO!" "Sim, senhor, Jóca, só Che. Mas num adianta o senhor Jóca, só Che, ficar nervoso comigo. Eu só tô aqui porque você disse que era hora da comida." "É sempre assim, os grandes generais sempre tem que lidar com a mente pequena de seus soldados..... Hummm... Quando a terra estiver dominada e formos nós a comandar o mundo, ai todas as vozes agradecerão o Che." "O mundo? Mas, Jóca... errr... seu Che, o Pitico disse que o mundo é enorme. Ele já foi de férias com a família pro interior e disse que se perdeu num mato que dava medo. Acho que o mundo é muito. Num dá pra ser só essas bandas daqui não?" "Pitico? Isso é nome? Essa é outra coisa que tem que mudar. Nos dão nomes humilhantes sem se importar com nossa personalidade e nem com nosso sexo." "Hihihihihihihihi" "Que você tá rindo, animal de pouca fibra?" "O Jóca, seu Che falou sexo. Hihihihihi" "Ó Deuses que protegem os grandes da historia, me dêem paciência nesta hora. Eu que anseio pela grandeza de minha raça, me vejo cercado de imbecis que nem enxergam a miséria em que vivem" "Ah, Jóca, num é miséria, né? Eu como toda hora, tenho um cantinho macio pra dormir e as crianças num me cutucam como o Victor Hugo disse que as dele fazem." "Ahh, esse sim tem um nome digno, mas é um banana de marca maior." ........ ........ "Jóca? Você dormiu? Num falei? É melhor a gente ir pro nosso canto e voltar quando os outros chegarem. Se eles chegarem...." "Talvez você tenha razão. Estou um tanto quanto sonolento e sinto falta da minha alface. Vamos para casa e voltamos amanha e então ... SERÁ A REVOLUÇÃO!" "Vamos, vamos, Jóca. Não se agite, sabe que se cansa fácil e vai acabar dormindo no meio da rua e ai passa um carro e PAFTTTT!! Adeus revolução." E o dedicado companheiro empurrou gentilmente Che Joca que parecia agora ter esquecido de todo fogo da revolta com a lembrança de sua alface. As duas tartarugas sumiram em meio a grama em direção ao sol poente e mais uma revolução foi esquecida. Reclamamos de nossos locais de trabalho sejam quais forem. Qual, afinal, é a graça de achar tudo perfeito? Escritórios pequenos então são prato, e copo, cheio para confusões sem fim. Ar condicionado é o alvo das guerras eternas entre os poderosos. Nós, pobres funcionários, ficamos presos no meio de gelo e fogo até conseguirmos por as mãos no objeto de desejo geral. O controle remoto. Passo meus dias vestindo e despindo um casaco que já quase me morde de raiva. Escuto ele sussurrando ressentido "dá ou desce?". Ele tem até razão, já que em minha zanga com os calorões, que imaginei ser menopausa, eu o jogo nas costas da cadeira e massacro suas mangas com as rodinhas quando me mexo. O fato é que um chefe sua e outro chefe treme e eu me controlo para não voar em nenhuma garganta com poder para me demitir. Quando trabalhamos nesses ambientes arrojados e abertos onde se amontoam 20 a 30 pessoas, pisamos em calos o tempo todo. Não existe um gesto seu que não seja vigiado, a proximidade impede que não se repare nos outros. É comum alguém chamar "Fulano?! Cadê o Fulano, Sicrano?" E Sicrano que já está de saco cheio de ter que dar conta da vida dos outros "Tá no banheiro, não sei se foi fazer xixi ou se vai demorar mais." Risada geral às custas de Fulano que volta aliviado sem saber que, agora, 30 pessoas sabem que ele estava no santuário. Nem se falar então em quando você vai sair mais cedo. Já pediu permissão para o chefe e o subchefe e para a mulher do café, por vias das duvidas. Arruma suas coisas e quando levanta..."Vai sair mais cedo? Que folga não? Onde você vai?" e por ai vai dependendo do poder do perguntador. Se o enxerido for da esfera poderosa, sorria e saia sem responder ou dê uma explicação minuciosa de como suas trompas e útero andam lhe incomodando, se for amigo ou inimigo de mesma posição hierárquica, mande o mesmo à merda ou diga que vai ver como andam suas hemorróidas ( ninguém gosta de discutir hemorróidas, sejam de quem sejam ). O vento fazia o que ele faz geralmente quando dá às caras, ele ventava. Se insinuava pelas frestas da casa e das persianas fazendo as duas mulheres se encolherem, era mais seu assobio maldoso do que sua temperatura que as intimidava. "Se a TVA não voltar ao ar até as 10 eu vou pra cama." Disse a mais nova mal humorada. Dificilmente esperava por algo na TV e bem hoje a maldita rede saia do ar. Com certeza culpa do vento traiçoeiro que derrubara algum fio pelo caminho. A mais velha suspirou e, ao bater das 10 horas, foi para seu quarto. A mais nova seguiu para o seu pensando no cobertor cheiroso e no travesseiro macio, precisava de uma boa noite, os dias andavam muito longos e seu corpo pedia descanso. Arrancou a roupa e vestiu sua camiseta velha e macia ignorando a gaveta cheia de camisolas. Hoje não era um dia para seda, mas sim para o algodão confortável e quente. Seu livro a esperava e depois de se ajeitar, apoiando os travesseiros na cabeceira, ela continuou a leitura que interrompera no ônibus a caminho de casa. Stephen King continuou seu conto e nele ela imergiu, como sempre fazia. Os olhos começaram a se fechar e o corpo embalado pelo calor esqueceu as dores do dia de garoa e vento gelado. Suspirou satisfeita e, abaixando os travesseiros, se acomodou puxando as cobertas. Sua mão correu para apagar o abajur de luz suave e .......... Seus olhos, semicerrados, notaram algo que a incomodou sobremaneira. A etiqueta branca da camiseta despontava abaixo de seu pescoço, vestira a peça de trás para frente. Ficou por um momento olhando para o pequeno retângulo branco, em sua cabeça a voz de sua avó dizia coisas esquecidas. "Se dormir com a roupa ao contrario vai ter pesadelos". Ela sorriu, sempre sorria quando lembrava das varias superstições da velha senhora. Apagou a luz, mesmo que no seu peito, uma certa intranqüilidade batesse. Tentou de ajeitar mas a danada da etiqueta parecia espetar seu queixo. Se recusava a virar a camiseta, 41 anos não era mais idade para bobagens, ou era? Se forçou a fechar os olhos e logo que resvalou para o sono, pensamentos maldosos afloraram. AHA! Você não me pega! Sem se descobrir, friorenta que é, puxou as mangas para tirar os braços e virar a camiseta. Vários huffs e puffs depois ela conseguiu. Feliz correu a mão pela garganta sentindo um alivio idiota e infantil. A felicidade não durou, a maldita etiqueta estava ali aninhada na base de sua garganta. Virara tanto a camiseta que a devolvera para o mesmo lugar. O sono estava ali, ela também, e somente a camiseta conspirava para mante-la acordada. Resolveu tentar novamente, nem pensava sair da cama para isso, e o vento? E o Frio? E a teimosia? Virou e mexeu novamente até que parecia uma trouxa. A roupa de cama se enrolara e ela se sentiu presa. Presa em sua própria cama. OH ironia, traída pela roupa de cama que se juntara à maldosa camiseta. Huffs, puffs, palavrões sussurrados, orações tardias e iradas e enfim ela estava livre. Com determinação saiu da cama, arrancou a camiseta com raiva e a jogou no canto mais afastado. Seus cães a olharam piedosos, mas ela se sentia vitoriosa, com um AHA!!! provocativo, mostrou um dedo agressivo para a camiseta dispensada e voltou para cama. Ela não teve pesadelos. Passamos a vida ouvindo conselhos, seja de nossos pais, avós ou amigos. Cada um tem uma opinião sobre o que é melhor para nós, mas nunca vemos essas pessoas tomarem estas mesmas atitudes sugeridas quando enfrentam os mesmos problemas. Olhar pela janela e dizer que o transito fluiria melhor se os carros passassem "por ali" é o mesmo que dizer para alguém com problemas como resolver o dito cujo. Fácil de falar, difícil de fazer. Mas, graças aos céus e o que quer que o sustente, certas coisas são certas e é nelas que nos apoiamos para seguir em frente enquanto procuramos ver a lógica do resto. 1- 2- 3- 4- 5- 6- 7- 8- 9- 10- 11- 12- 13- 14- 15- Acho que é suficiente por hoje, mas existem muito mais certezas na minha vida, essas são somente as que consegui me lembrar nesta tarde chuvosa no escritório Bancas de jornais são um prato cheio para debates sem fim. Hoje em dia vemos revistas especializadas em praticamente tudo que você puder imaginar. Temos revistas que nos ensinam a ter a barriga perfeita, são tantos números que me pergunto se haverão tantas maneiras assim de sugar a banha de um corpo. Outra, muito útil e com capas sugestivas, é a de posições sexuais. Não são pornográficas, não senhor, vemos um homem e uma mulher vestidos minimamente nos mostrando "Posições para escritórios, para cozinhas, para áreas de serviço." Ainda não tive coragem de comprar uma, mas um dia ainda me dou o prazer de saber o que tanto se tem ainda a dizer sobre sexo que o Kama Sutra não nos tenha ensinado. Temos guias para esquizofrênicos, revistas sobre saúde mental que devem ensinar ao sujeito de parafuso frouxo que ele pode, sim, ser normal, é só seguir tudo que a revista diz e tomar dois calmantes a cada duas horas. Os hipocondríacos ganharam varias publicações, guias de plantas medicinais, de legumes medicinais, de temperos medicinais e um guia de todos remédios disponíveis com descrições detalhadas sobre seus componentes e para que servem. Agora eles não precisam mais esperar que alguém lhes dê a dica sobre um novo remédio, é só ficar atento à banca de jornal. Revistas sobre plásticas são inúmeras, elas nos atualizam sobre os novos métodos de tortura e como manter sua moral baixa sabendo que nunca vai ter dinheiro para chegar ao modelo da capa da revista. Você pode se arriscar com um medico de terceira categoria, depois de uns dois meses em coma vai voltar com as curvas que sonhou, elas somente podem estar no lugar errado. Revistas especializadas no sexo frágil já tem uma longa historia, mas continuam tentando ensinar você a "conseguir o homem perfeito, não perder o homem perfeito, trair o homem perfeito, roubar o homem perfeito de sua melhor amiga, saber se o homem perfeito é o homem perfeito para você". Com tudo isso, eu não sei como ainda existem pessoas com problemas no mundo, elas deviam passar mais tempo nas bancas de jornal. Acabei de assistir Van Helsing, ponto. Devo dizer que estou muito p... da vida. Certas coisas são sagradas nessa vida. Não se xinga a mãe de ninguém a não ser do juiz, não se casa com primos pois eles te torturaram na infância, não se come pizza com arroz e feijão, não se vai ao cinema sem pedir pipoca, não se corta o cabelo no dia do primeiro encontro (nunca se sabe que meleca vai dar), não se puxa briga e sai correndo, não se come cebola e sai para namorar (ou alho). Tendo isso frisado com tinta carmim e indelével eu digo que não se pode mexer com coisas que são amadas por todos, não se muda sua natureza ou a maneira como se comportam. Vampiros sempre morrem com uma estaca no peito ou espalhando suas cinzas em cima do mocinho ao raiar do sol. Vampiros não procriam, sejam crias vivas, mortas, melequentas ou não. Sexo é permitido para vampiros, alias recomendável já que são terrivelmente atraentes ( tirando as teias de aranhas e o pó, e como diria meu irmão eu estaria com um vidrinho de desinfetante pronto para ele ). Vampiros só controlam animais como lobos, ratos e coisinhas meigas desse tipo, nunca controlam outros monstros, apesar de associações serem perdoáveis se o filme for em preto e branco. Vampiros não são histéricos, seus séculos garantem que sempre tenham a pressão do sangue alheio sobre controle. Também não fazem planos mirabolantes, o negocio deles é sugar seu sangue, encher o mundo de vampirinhos seria o mesmo que pedir para morrer de fome. Lobisomens não ficam se transformando para lá e para cá só porque uma nuvem encobriu a lua. Enquanto a redonda estiver no céu e cheia, lá estará nosso querido peludo uivando para ela. Não existe antídoto para lobisomens, o máximo que acontece é algo que os mantenha calmos ou que os impeça de se transformar, mas se perder a hora do remedinho.... bem, digamos que camisinha furada perde feio. Para terminar..... não se mexe com nossos monstros preferidos. Se quiser os cruze com pererecas ou patos e invente um novo monstro. Acho que perceberam o que eu queria dizer, certo? NÃO MEXAM COM MEUS MONSTROS!!! Se há uma coisa que me faz falta, nesses dias de liberdade feminina, é da cortesia e respeito que os homens automaticamente nos deviam nos velhos tempos. Os pedestais que ocupávamos eram, devo confessar, muito confortáveis. Não me incomoda o trabalhar e nem mesmo o dividir uma conta em um restaurante, mas me incomoda e muito o ser tratada como igual. Se não sou igual na hora de merecer o mesmo salário que um homem, se não sou igual na hora de ser ouvida em minhas reclamações, não quero também ser igual ao lidar com coisas para as quais minha força não foi feita. Troco um pneu de carro com competência, arrumo instalações elétricas com facilidade e os encanamentos não são mistério para mim, sou uma mulher moderna que se vira muito bem, obrigada, com as pequenas misérias do dia a dia. Isso dito e atestado, em duas vias assinadas por testemunhas, eu digo que sinto falta de ser tratada como mulher. Não sou somente eu, não sou eu com meus 41 anos que reclamo. Não vejo mais o respeito que existia ao se tratar com uma mulher. As palavras são duras, os atos mais ainda. Somos alvo hoje em dia. Alvo de piadas quando dirigimos, alvo de agressões quando nos defendemos, alvo de preconceito quando pleiteamos vagas onde nossa competência conta menos do que do que o fato de não usarmos cueca, alvos de desprezo se não pesamos 45 quilos. Nos é jogado na cara que por podermos parir somos menos desejadas para cargos de confiança, já que ocasionalmente podemos embuchar, como se diz delicadamente por ai. Por outro lado, também não vejo mulheres se preocupando com o bem estar de seus maridos/namorados. Querem somente ter os mesmo direitos, incluso o direito de não ser mulher, mas sim predadora. Nosso poder nunca foi tão pequeno, esmagado pela futilidade atual. Somos cobradas pelo corpo que temos e não pela nossa inteligência e em vez de batermos o pé e sermos quem somos, simplesmente nos sujeitamos a torturas sem fim pelo corpo perfeito. Não é errado querer ser bela, mas sim querer ser bela e esquecer de ter personalidade, se contentar em ser um reflexo de tantas outras, esquecendo que o tempo passa e a beleza só é eterna para quem, também, cuida de ter um espirito belo. Que sejamos belas, sim, mas que também nos baste ser nós mesma, que sejamos felizes ao nos olhar no espelho e que ele nos mostre um olhar brilhante e profundo por trás da maquiagem bem aplicada. "Pop ... Six ... Squish ... Uh uh ... Cicero ... Lipschitz!" Quando me perguntam sutilmente se eu estou na TPM, rosno delicadamente em resposta: "NÃO, SEU IDIOTA!" Nego sempre pois não gosto de acreditar que meus hormônios levem a melhor sobre mim, mas é fato que uma vez por mês eles entram em guerra, e lagrimas e ataques de furia podem estar previstos junto com as próximas trovoadas. "He had it coming / He had it coming / He only had himself to blame / If you'd have been there / If you'd have seen it / I betcha you would have done the same!" Ah, sim, dizem os homens, nós sabíamos, mas a realidade é que nem mesmo nós pobres mulheres nos damos conta quando a praga nos pega pelos pés e nos arremessa sem dó num ninho de viboras que nos injetam o seu veneno. Somos fantoches de nós mesmas e posso contar um segredo, já que sou quase anonima, nos sentimos ridículas depois. "Pop ... Six ... Squish ... Uh uh ... Cicero ... Lipschitz!" A mulher que persegue sua TPM é uma aproveitadora. Espera o período certo para poder dar a desculpa que nos levou a ruina. "Foi a TPM, amor..." Por conta dessas, nós, vitimas inocentes desse mal traiçoeiro, trancamos as letras malditas com sete chaves e nos recusamos o conforto da desculpa esfarrapada. "He had it coming / He had it coming / He only had himself to blame / If you'd have been there / If you'd have seen it / I betcha you would have done the same!" Claro que, como para tudo hoje em dia, existe um tratamento. É só você se colocar em uma camisa de força e se trancar num quarto bem acolchoado. Proteja o marido/namorado e os filhos, se os tiver, os enviando para rápidas férias mensais em algum lugar do Piauí. Ou você pode se dopar e ser alimentada por soro pois a mascara de Hannibal Canibal não deixara você mastigar. "Pop ... Six ... Squish ... Uh uh ... Cicero ... Lipschitz!" No musical Chicago, seis mulheres comuns nos brindam com o numero chamado "Cell Block Tango", mas que poderia ser o hino internacional da TPM. Depois de uma das minhas incursões ao reino depressivo/lunatico/raivoso da TPM, eu não as posso culpar por seus crimes. Somos vitimas, não vê? "He had it coming / He had it coming / He only had himself to blame / If you'd have been there / If you'd have seen it / I betcha you would have done the same!" "Pop ... Six ... Squish ... Uh uh ... Cicero ... Lipschitz!" "Pop ... Six ... Squish ... Uh uh ... Cicero ... Lipschitz!"
A Revolução
Escrito por Andréa C às 22:59:13
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Eu Robô?
Cada dia fico mais espantada com as pessoas. A ausência de cortesia já se tornou comum, não só nos jovens que nunca a aprenderam, mas também nos mais velhos que a esqueceram. Pessoas caem na rua sem que uma só mão se estenda em ajuda, já passei por isso algumas vezes e falo de cadeira, ou melhor, falo de bunda no chão e pé torcido. Velhos se equilibram em ônibus em desabalada carreira sem que o jovem sorridente, divertido com o esforço de alguém que poderia ser seu avó faz para ficar em pé, se prontifique a ceder seu lugar. Pessoas choram na rua, suas dores do momento tão grandes que não seguram o desespero, sem que um alguém gentil pouse uma mão em seus ombros e lhe pergunte se está tudo bem. São coisas que vejo todos os dias, coisas que me magoam pois já precisei de uma mão para me erguer, de um lugar para me sentar quando meu corpo parecia não me pertencer e quando, no meio da rua, dei vazão a um desespero que teria sido menor se alguém me tivesse sorrido e me oferecido apoio. Somos um mundo sem coração, cada dia mais frio para com o próximo que está cada dia mais distante. Temos medo de oferecer ajuda, temos medo de sermos engolfados na desgraça alheia. Sei lá aonde isso nos vai levar, tenho medo de um dia acordar e dar de cara com faces robóticas que me olham por olhos vidrados e sem emoção.
Escrito por Andréa C às 22:52:37
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Convivência no escritório.
Escrito por Andréa C às 23:13:48
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A Camiseta
Escrito por Andréa C às 00:14:27
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Coisas que eu sei com certeza.
Escrito por Andréa C às 22:52:44
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Tudo o que você precisa saber

Escrito por Andréa C às 23:15:27
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Don't mess with my monsters!!!
Escrito por Andréa C às 01:06:42
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Me dá meu respeito!
Escrito por Andréa C às 00:15:49
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Corra! Corra! Corra!
Escrito por Andréa C às 23:16:14
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